4.4.08

Frases de vida

Bom, e cá estou eu novamente, mais certo que um relógio suíço avariado, para "assastifazer" o meu dedinho bloguista. E qual é o tema do dia? Aquelas benditas frases relacionadas com lições de vida. Quantos de vocês é que já não leram aquelas frases fabulosas do tipo "Viver é morrer!" ou "Se não sofrermos não sabemos o que é viver!" que decoram de forma quase universal as frases-assinatura dos MSN (e alguns blogs que por ai andam, segundo ouvi dizer). É engraçado observar como é possível condensar tanta sabedoria, tanta experiência numa única frase que não tem somente a função de fazer passar essa experiência para terceiros, como também a de decorar e evidenciar o qualquer contacto MSN no meio de tantos outros coleccionados pelos utilizadores do serviço. Ora bem, se "A viver é que se aprende" e se "Viver é morrer" então pode-se concluir que se "Aprende até morrer" ou "Morre-se a aprender", sendo a segunda conclusão a que mais se aproxima do estado actual das nossas escolas, onde a batalha campal, o soco pelo telemóvel e outras torturas medievais se instalaram de malas feitas e para ficar. Será que irá surgir uma nova frase de vida inspirada na já famosa cena do telemóvel? Deixo aqui o meu contributo: "Dar o telemóvel quando é pedido prolonga a vida e a saúde de cada um". Não?





25.1.08

Animação animada

Continuando a saga dos "bideos" aqui vai mais um que recebi por mail e que me fez soltar umas belas gargalhadas. Humor simples e eficaz para desentorpecer um pouco os pulmões. Vá... vejam até ao final :)


9.1.08

Criatividade minimalista

Só para contrariar as más linguas, que passam a vida a dizer que eu só digo mal disto e daquilo e do outro e do não sei mais o quê... aqui vai algo que tem tanto de simplicidade como de criatividade. Com pouco se faz muito, algo que o portuga-engravatado-gastador-de-milhões-em-coisas-inúteis podia começar a aprender... é só uma ideia, ok?! Não estou a dizer mal... vá.


2.1.08

O estado da nação versão esfumaçada

Foi ontem, durante uma reportagem noticiosa de um qualquer canal nacional, que ouvi uma das maiores barbaridades já alguma vez proferida a partir de uma boca decididamente e cronicamente alcoolizada. O cenário? Uma discoteca após as doze badaladas da meia-noite de 31 para 1 de Janeiro. Perguntava a repórter a uma moça se esta concordava com a nova lei do tabaco. Pergunta fácil com resposta tipo teste americano. Simples. Fácil. Rápida. Errado! A espampanante moça não conseguiu evitar a enxurrada que palavras de revolta contidas dentro dela que demonstram a verdadeira realidade do estado da nação nocturna. Ora bem, vou tentar transcrever de memória a referida entrevista:


repórter - «Concorda com a Lei do Tabaco que entrou em vigor às 00h de hoje?»

entrevistada - «Oh pá, eu não concordo. Eu acho que proibir o tabaco nas discotecas não faz sentido. O pessoal vem para as discotecas para se divertir e ao proibir o tabaco o pessoal já não se pode divertir. Eu acho que os não fumadores se não se querem divertir que fiquem em casa e deixem o pessoal fumar à vontade!»


Bom, ou algo me escapou no raciocínio da moça, ou o sinónimo de diversão nocturna, que para mim sempre foi ouvir um bom som e dançar até cair para o lado, hoje em dia significa fumar até anular por completo o olfacto e o perfume de 60€ " da moda" que se comprou há dois dias, e conseguir um
qualquer problema respiratório mais ou menos permanente (uma asmazita ou um caixãozito). Penso que mais não se poderia esperar de alguém que provavelmente sai sete noites por semana até de madrugada (independentemente da sua ocupação profissional ou estudantil), visitou em coma alcoólico vários hospitais da região e que fuma 3 maços de cigarros por dia porque é "fixe e bué cool!". Calma, eu até sou bastante radical e já corri nu pela praia a fora nos meus momentos de maluquice, mas, há limites para a idiotice, e fumar não é desculpa para justificar a existência de mentecaptos autistas.

Agora... cada um que fume no seu cantinho sem prejudicar os outros, tá bem? Eu autorizo.




Um 2008 cheio de Nacional Foleirismo

Mais um ano se inicia. E ao que parece vamos ter uma repetição do que se passou nos anos anteriores, algo que está enraizado bem dentro de nós e que só irá acabar quando os nossos genes lusitanos sucumbirem às mãos de uma bela praga, ou algo pior! É verdade. O Nacional Foleirismo, ou NF para os amigos mais próximos, é para ficar e segundo as últimas sondagens a probabilidade de aumentar é de 1000000000000 para 1 (em valores redondos). O NF manifesta-se nas formas mais estranhas e contrárias, tornando-o um "bicho" difícil de catalogar, e talvez venha dai a sua capacidade de se camuflar e de sobreviver pois vai-se metamorfoseando cada vez que se encontra encurralado. Ora então vejamos algumas das formas mais conhecidas do Nacional Foleirismo:

José Castelo Branco - este é uma categoria por si só. Todos aqueles que se encaixam neste tipo de "foleirose" aguda têm a grande oportunidade de se revelarem ao mundo através dos nossos belos canais de TV. Eles ganham audiência, o país fica mais foleiro. É uma troca justa.

A bela da camisa aberta até ao umbigo para mostrar o fio de ouro - esta forma de foleirice advem do facto de termos passado 50 anos a vestir roupinha foleira, acto esse que perdura ainda hoje... tudo por culpa das feiras que disponibilizam matéria-prima a rodos para alimentar este tipo de foleirismo. Vai uma camisinha com flores, vai?

Os programas tipo "Familia Super-Star" e clones - Uma mina autêntica para este tipo de maleita nacional. São foleiros, admitem implicitamente que são foleiros, mas continuam a existir e a ocupar cada vez mais as grelhas dos nossos tão queridos canais. O foleirismo televisivo é algo de recente, um fenómeno que surgiu com uma doença chamada "guerra de audiências", onde são os foleiros nacionais que decidem o que a nação gosta de ver. E acreditem, existem por ai muitos deles sentados à frente de uma TV a telefonar para expulsar alguém de um programa qualquer! Pena que este tipo de movimento social e telefónico não possa ser aplicado ao nosso tecido político. Seria muito mais bem empregue o tempo e o dinheiro... e muito menos foleiro.

Os apresentadores dos programas acima referidos, e outros que tais - Isso mesmo. Não há programa foleiro sem que exista um génio da foleirice a apresenta-lo. Basta correr os canais durante o dia para apanharmos com uma dose maciça de foleirice (constata-se facilmente esta realidade quando estamos doentes em casa, vivemos do fundo-de-desemprego ou a reforma bateu à nossa porta). Este tipo de foleirismo é o mais espalhafatoso pois procuram sempre os piores exemplos para dar a cara, normalmente os maiores mestres da emoção foleira e sub-categorias.

O belo do CD pendurado no espelho do carro - este é o moderno substituto do rolo de papel higiénico
que vivia num cantinho da chapeleira do popó envolto num naperon todo bonitinho feito pela avó, ou da vaquinha que abanava a cabeça de forma frenética ao ritmo dos tombos da viatura. Foleirice in extremis.

Por agora é o que me recordo mas acredito que existam muitas mais formas de NF por ai à solta. Portanto, não sejam foleiros e contribuam com mais algumas entradas para a lista. Vá!



11.12.07

Boas educações... e tal

Descobri hoje que é má educação estar a tomar o pequeno-almoço com várias pessoas e, sem grande alarido, sacar de uma revista e começar a ler. É. Má educação. Sou uma pessoa feia e malcriada porque faltei ao respeito para com os presentes. Como será possível ser perdoado por quem tomou o malfadado pequeno-almoço na presença de um leitor assíduo, e malcriado, da super-interessante (passe a publicidade)? Que poderei fazer para me redimir? Terei que começar a participar activamente nas conversas, sempre muito interessantes e bem-educadas, sobre o preço das fraldas, as aventuras e desventuras dos filhos no recreio da escola, o preço descabido do detergente ou até mesmo aquelas recordações recorrentes de infância que só interessam mesmo a quem as está a recordar? Será que falar ciclicamente sobre o jogo de futebol ou episódio da novela que passaram no dia anterior pode ser considerado a nova "boa educação", politicamente correcta? Por vezes questiono-me se terei mesmo de abdicar da minha revista e passar a olhar para o tecto ou para a janela, tipo autista, para não ter de levar com conversas inúteis e redundantes. Ou terei de aprender a distrair-me com a comida, fazendo bolinhas com o pão e barquitos com os guardanapos de papel quando a conversa não agrada, o que acontece na maioria das vezes? Penso que não o vou fazer. Acho que vou continuar a ser mal-educado. Até arranjei uns jogos porreiros para o telemóvel que funcionam lindamente quando já não há nada para ler na revista.

A todos os bem-educados... um bem haja aqui do rapazola!

25.11.07

Se eu...

Se eu fosse na conversa de todos os emails que recebo a falar de como posso aumentar o tamanho do meu pénis através de aparelhos, cremes ou até mesmo de magia negra, estaria agora de tal maneira "alargado" que não poderia mais andar. E já nem quero pensar no Viagra!

29.10.07

Vá lá... sim?

Deixem-se dessas merdas, ok? Por favor não se dêem ao trabalho. Não vale a pena. E sei que dá muito trabalho passar os fins-de-semana a preparar os acidentes de segunda-feira de manhã, mas caraças, uma folgazita de vez em quando nunca matou ninguém (contrariamente aos acidentes). Eu sei que já tentaram de tudo para explicar ao patrão que não gostam de ir trabalhar segunda-feira de manhãzinha mas dai até planear um ataque kamikaze contra outros deprimidos em circulação, por favor, há que ter peso, conta e medida! Existem formas mais fáceis de se baldarem ao emprego que passar uns largos meses estendidos numa cama de hospital, além de evitarem problemas de estômago a quem tem reuniões marcadas para a primeira manhã da semana. E para os caros amigos condutores que passam o fim-de-semana todo a beber, por favor, evitem ressacar nas estradas após o domingo, é que não é com tratamento de choque (frontal!) que se cura isso. Basta um gurosan e uma mentira piedosa ao chefe mal-humorado do tipo: "Oh sô chefe, é que sabe eu levantei-me de madrugada com um mal-estar muito grande na zona da vesícula que me apanha o braço e a orelha esquerda. Não consigo pegar no carro nem com ajuda das três caixas de analgésico que já tomei. Eu sei que o sô chefe precisa de mim e tal, mas é que dores destas nem a minha mulher teve quando nasceram os nossos tri-gémeos. Aiiiii que dores! (fazer voz de lamentação intercalada com urros e barulhos intestinais)".

Bom... prometem fazer-me a vontade na próxima segunda-feira? Vá lá... sim?

28.10.07

Chega!

Chega de programas com votações, nomeados a expulsões e regras de treta. Já começa a irritar esta moda infernal de ter de se nomear alguém para ser expulso. O sofrimento lamecha escarrapachado na cara de um adversário quando diz a alguém: "pá, o concorrente X até é boa pessoa e tal mas não sabe o que está a fazer. Está nomeado! Mas eu gosto dele e tal. Até bebia uns copos com o gajo lá fora e tudo!". Ou haver um júri super-mega-entendido que sabe sem sombra de dúvida que o participante A é bem melhor que o B, fazendo o B sofrer as passinhas do Algarve antes de deixar cair a bomba: "O amigo vai desculpar mas está muito aquém do que entendemos ser uma boa participação. Não vai passar à fase seguinte. Expulso! Excomungado! Saia imediatamente do palco! Deixe de respirar, sua amostra de gente!!!".

É. Estou mesmo muito cansado de reality shows com regras fotocopiadas, recheados de emoções baratas, suspense de filmes série B e apresentadores tão iguais que parecem ter todos a mão do mesmo ventriloquista enfiada no rabo. As mesmas palavras, as mesmas emoções baratas, a mesma falta de qualidade vezes sem conta.

PS: eu estou bem, não estou mal disposto nem nada... é só da mudança da hora :)

Odeio a hora de inverno!

Não sei quem se lembrou que a hora deveria mudar no inverno. Mas quem é que precisa de sol de manhã ao acordar? Tem de haver sol é quando saimos do trabalho e queremos ir beber uma "bejeca" no café da esquina. Além do mais, a maioria dos portugueses não são agricultores e não precisam de ver os milherais às 6h da matina. É injusta esta mudança e peço aqui a todos que me estão a ler para criar um protesto colectivo contra esta mudança de hábitos radical. Quero a hora de verão SEMPRE! Vá! Devolvam-me o raio da hora ou eu parto isto tudo!

16.10.07

A declaração

Se há coisa melhor que assistirmos à entrega de uma declaração do IRS ou de alguém a dizer "eu declaro-me culpado!", é quando assistimos a uma declaração de amor feita com cabeça, tronco e joanetes. Sim, porque nos tempos que correm o romantismo anda pelas ruas da amargura a pedir esmola nas estações de metro, mas de repente aparece alguém que consegue arrasar com algo que não vem escrito nos corriqueiros manuais de engate, publicados por uma qualquer editora nacional de esquina que também vende clips e feijão ao quilo.

Aplaudam, senhoras e senhores, pois é desta paixão que temos falta não só no governo mas também nas equipas que auxiliares de limpeza e equiparados. Silêncio! (e muita atenção)



11.10.07

O sindrome das coisas pequenas

Por muitas voltas que dê não consigo abstrair-me do "pequenismo" que se encontra instalado neste país. Problema pior é não saber se existe opção de desinstalação para este bug lusitano que nos deforma não só a maneira de estar como de lidar com as coisas. E por onde começa este "pequenismo" a funcionar? Pela cabeça, centro de operações 100% afectado por este defeito de fabrico nacional. Os nossos pensamentos são pequeninos, qualquer coisa basta para nos encher a alma. Para quê pensar em grande se pensar pequenino é tão cómodo, tão em conta. Bom, perdoem-me a minha imprecisão, somos grandes numa coisa: em aldrabar os outros, na tentativa de meter ao bolso mais algum. Olhem-se os estádios de futebol ao abandono, os jardins arrasados para se plantar betão sob a forma de apartamentos pequeninos mas pagos a preço de ouro, os preços inflacionados porque se podemos ganhar tudo de uma vez para quê esperar, os crimes de colarinho branco que são passados na máquina de lavar roupa e no dia a seguir já todos se esqueceram deles. É. Só somos pequeninos nas coisas boas, infelizmente. E eu para não fugir à regra vou deixar este texto... pequenino.

9.10.07

Dignidade ao Piaçaba!

É com enorme orgulho que aderi a este movimento em defesa do mais majestoso objecto que habita a nossa casa-de-banho: o piaçaba. Deixo-vos com as palavras do fundador do movimento (perpétuo ou não).


3.10.07

Idiota com ideias destas...

idiota

do Lat. idiota > Gr. idiótes, homem de espírito curto, ignorante

adj. e s. 2 gén.,
falto de inteligência;
parvo, estúpido;
ignorante;
imbecil.

Um sonho de mulher



Confesso que o meu sonho era ter uma mulher destas lá em casa. Dá jeito. Ora imaginem só terem o vosso enxoval de cozinha todo bem arrumadinho e enroladinho no armário? Nem era preciso muito espaço! E aposto que após arrumar os tachos e panelas seria uma delícia sentir aquelas mãos a passar pelo lombo cansado após um dia de trabalho intenso na horta. Só aponto um defeito: falta-lhe um pouco de "penugem" para dar aquele charme campestre.