28.12.06

Ano Novo? ANO NOVO???

Ainda agora me estava a habituar a este... e já vem um novo? Chiça que mudam de ano como quem muda de camisa. E depois ainda dizem que temos de aprender a poupar. O tanas é que isso acontece! Expliquem-me lá que mal é que 2006 tem para ter de ser já trocado. Tem algum defeito? Algo deixou de funcionar? E os dois anos de garantia obrigatórios por lei... não são cumpridos? Realmente não percebo. E eu que gostava tanto de dizer "doiiiiss mile e seiisssss"...

27.12.06

Portugal, querido Portugal...

Porra! Acabei de ver no telejornal uma notícia que me deixa muito triste e apreensivo. Então não é que a União Europeia está a usar Portugal como exemplo a não seguir pelos países que queiram aderir à Europa dos 25? É o que dá termos tido vários governos de merda que só nos enterraram cada vez mais fundo em termos económicos e sociais. Largos milhões de euros desperdiçados em subsídios não aproveitados ou distribuídos pelos bolsos dos oportunistas. "Cada um por si!" foi o lema de muitos durante demasiado tempo. Agora? Somos a anedota da Europa. Não é difícil imaginar uma conversa entre a UE e um país candidato:

"Está a ver aquele país à beira-mar plantado cheio de mafiosos de gravata? Se querem entrar aqui no espaço azul, tenham cabeça, não façam como eles!"

Enfim... estou triste.

25.12.06

Estou destroçado!

Então não é que soube mesmo agora que o Pai Natal não existe! Como é possível?!? A meio do caminho para a reforma e levo com esta chicotada psicológica bem no meio do meu imaginário. Estou destroçado! Não pode ser! Aquele senhor tão simpático de barba branca e roupa vermelha não é mais que uma história bem contada para nos levar a acreditar que os brinquedos são de graça? Chiça! Ainda estou todo dorido desta queda. Só me falta dizerem que os coelhos na Páscoa não põem ovos e eu desisto. Entrego as armas e rendo-me ao vinho, pois ao menos este não nos engana, só nos dá alegrias. Estou mesmo destroçado!

24.12.06

Filmes, teclados e parvoices do género

Ora bem, então não é que descobri o grande plano da indústria cinematográfica para nos tentar fazer passar por idiotas chapados insultando a nossa inteligência com "simplificações" absurdas? Eu explico: quantas vezes já não viram cenas em filmes em que os personagens estão sentados à frente de um computador com um ambiente gráfico tridimensional super-evoluido com luzes a piscar e coisas a girar, etc e tal? Pois bem, muitas não é? Então reparem que na esmagadora maioria das vezes o interface utilizado para interagir com esse ambiente é.... (rufar de tambor) O TECLADO! Como é possivel abrir e fechar janelas, fazer rodar objectos tridimensionais, ampliar partes de imagem, entre outras operações, com um simples matraquear continuo do teclado? Experimentem trabalhar com um programa de edição gráfica (pode ser o Paint do windows para não complicar muito) e desenhem lá umas coisitas com o rato enfiado dentro da gaveta. Vá! Coragem! Não custa nada experimentar. Depois... tentem ver um filme onde a personagem com ar entendido faz algo parecido utilizando somente os dedos e um teclado e em seguida... soltem uma gargalhada! É a única coisa que consigo fazer!

21.12.06

Queeee fffriiooooooooooo!!!!

Opá... que raio! Hoje o tampo gelado da sanita fez-me recordar amargamente, mais uma vez, que o raio do frio só serve para nos roubar a pouca boa disposição característica desta época consumista e já agora, natalícia. E enquanto lascava mais uns dentes com o tiritar desenfreado a que fui involuntariamente sujeito, o meu rabo (perdoem-me o meu francês) gelava... gelava... e gelava. Recordo de ter visto há algum tempo na TV uma reportagem sobre um japonês que tinha inventado um tampo de sanita aquecido para os dias de maior ausência  de calor, mas, como é normal, este tipo de produtos nunca chega cá ao paraíso lusitano deixando-me sempre com a sensação de termos sido excomungados ou então isto é mesmo uma terra de ninguém. O meu rabo (eu sei... demasiado francês num dia só) teria agradecido imenso o aconchego de um calor bem distribuído e bem estudado, mas, na ausência de tal engenho lembrei-me de usar um velho truque de esquimó: besuntei o rabo com banha de porco para ver se este aquecia mais depressa, baseando-me numa outra reportagem que vi no National Geographic sobre a forma como os esquimós aqueciam as mãos no inverno perpétuo. Pois, agora acredito que o que vemos na TV não pode ser verdade, é tudo fabricado para nos entreter e estupidificar. Porquê? Porque assim que me sentei novamente no tampo, escorreguei, e cai com o "nalguedo" (rabo em francês) no meio do chão... gelado. Raio que os partam a TV, os tampos de sanita gelados e acima de tudo... o frio!!!

6.12.06

Bicho babante

Hoje dei por mim a babar-me embevecido para uma montra cheia da mais fina doçaria de natal. A gula era tanta que fiz uma mancha de baba na camisa e ainda pingou para os sapatos. Chato é que tinha estado a beber café e o resultado foi uma bela nódoa, que fica sempre bem e é bonito. Só parei de me babar quando reparei no ar estarrecido da senhora que estava do outro lado do vidro a compor os bolitos. É. Fiquei nervoso e incomodado. E quando isto me acontece começo a suar desalmadamente que nem uma fonte em ano de cheias, o que acabou por disfarçar a nódoa de baba à qual já me tinha afeiçoado tanto. Ora, com tanto suor a gravata começou a desbotar tornando a coisa mais cromática no que diz respeito à recente textura da camisa. O suor acabou também por criar uma certa comichão generalizada no corpo, mais precisamente no traseiro, lugar sagrado para a bela coçadela. Olhei para o dedo "mindinho" da mão direita e não é que tinha roído a unhaca no dia anterior a assistir a uma jogatana de futebol na TV. Porra! Agora como podia coçar tal comichão... Estava eu neste impasse quando de repente... ACORDEI! Ufa! que alívio! A salvação! E eu já a pensar que me tinha transformado no típico tuga nascido, criado e recenseado na freguesia de Coitáis-a-cima. Pelo sim pelo não... este natal vou-me manter afastado das lojas de bolos.

4.12.06

Saga "Paciente impaciente" - Parte II

Bom... Após marcar uma consulta no dia 27.11.2006 para o mês seguinte, fui contemplado com uma bela data para a "entrevista": dia 22.12.2006, ou seja, quase 1 mês depois. Bom, se a história ficasse por aqui... mas não! Há mais! Então não é que me ligaram para casa a remarcar a consulta? Passou para o dia 29!!! Estou seriamente a pensar em começar a pagar a segurança social com um mês de atraso e com telefonemas pelo meio a remarcar o meu "depósito". Ahhh, espera! Não posso senão levo com uma multa qualquer. É o estado da nação... Cheio de saúde!

29.11.06

Saga "Homem és tão parvo" - Parte II

Continuando a minha viagem pelo maravilhoso (e absurdo) mundo do Homem moderno encalhei com mais um excelente exemplo de como os dinossauros mereciam ter sobrevivido. Se não acreditam em mim... vejam esta foto:


Estacionamento para sapatos?!? Até onde é que a estupidez humana pode chegar? :)

27.11.06

Nunca paro de me surpreender!

O Homem chegou ao que é hoje por acidente. É a única forma de justificar o vídeo que aqui coloco. Em poucos minutos é demonstrado por simples soma aritmética que só ainda não fomos exterminados por milagre (ou falta de sorte).

21.11.06

Paciente impaciente

Eu adoro o nosso querido Portugal, terra de bons vinhos, sol e serviços públicos que funcionam ao ritmo de uma lógica retorcida, ou até arriscaria a dizer caricata. Ora então não é que o centro médico da minha zona só aceita marcações para consultas na última semana de cada mês?!? Ou seja... se eu apanhar uma "maleita" qualquer no dia 1 de um mês "ao calhas", terei de aguardar pacientemente até à última semana para marcar a tal consulta. Se tiver mesmo azar, não bastando já a "maleita", só haverá vaga para o dia 15 ou 16 da temporada seguinte e assim se passa mês e meio com uma dorzita na barriga, um nariz cheio de crostas ou um pé inflamado. Será isto algum plano tampão do serviço nacional de saúde, ou seja, deixar as "maleitas" em banho-maria, em lume brando a cozinhar lentamente a paciência do doente? Se as "maleitas" se curarem antes da consulta não eram graves de todo e o paciente pode seguir o seu caminho, comparecendo na consulta somente para fazer o relatório da ocorrência: «Sim, eu tinha aqui uma dor daquelas, sô dotor ... durante 15 dias, veja lá... mas olhe, passou... nem sei o que me deu...». Nem o paciente fica a saber nem o «sô dotor», que, sem maleita não pode formular um parecer clínico aceitável, ficando-se pelo "Pois... a ver se da próxima caçamos o bicho!".

16.11.06

Art.57º (Direito à greve e proibição do «lock-out»)

Pois é... se os outros podem, eu também posso! Fiz greve! O que reivindico? Bem... errrr... hmmmm... Eu sabia que faltava qualquer coisa! Mas em compensação souberam bem estas mini-férias. Tenho de fazer greve mais vezes. Se calhar até me inscrevo em alguns sindicatos só para receber os pré-avisos de greve. Dá menos trabalho que andar a planear as minhas ausências. Bom, vou descansar mais um pouco.

7.11.06

Resposta à grande dúvida!

Se leram o meu "poste" anterior de certeza que se devem ter interrogado, como eu, sobre o comportamento estranho das meninas das caixas do supermercado. Bom, mistério resolvido! Graças à minha iluminada amiga Susana Amaro fui devidamente esclarecido sobre uma das possíveis razões para tal comportamento: os produtos congelados deixam um rasto de água e assim a esteira não fica molhada. Muito bem! Já me sinto menos

Grande dúvida

Sempre que passo pela caixa do supermercado interrogo-me sobre um fenómeno que além de me deixar intrigado me leva a tentar imaginar os porquês mais elaborados o retorcidos que me possam ocorrer. Do que falo? Ora bem: após despejar, ao longo dos meses, o conteúdo dos carros de compras para a esteira rolante pude observar com algum espanto que as meninas da caixa, muito gentilmente, colocavam todos os produtos congelados dentro de sacos por iniciativa própria, mas não o faziam para os outros 300 mil artigos que tinha escolhido individualmente, um de cada vez. Ora, a que se deve tamanha distinção? Porquê os congelados e não os frescos ou os artigos de casa-de-banho? Será para poupar ao cliente uns dedos enregelados? Será que gostam de frio e é a única forma de se poderem "assastesfazer"? Ou será alguma forma de segregação absurda em que os congelados estão no estrato superior olhando para os rolos de papel higiénico com indiferença? Já nem quero imaginar que as pobres moças possam imaginar que ao meter a embalagem congelada de postas de pescada dentro do saco evitam que esta derreta por acção de alguma propriedade milagrosa e térmica dos sacos do supermercado.

Deixo aqui o repto: se descobrir o porquê... faça o favor de me explicar como se eu fosse muito

31.10.06

Quando for grande quero ser...

Corrupto! Em Portugal é a profissão do século. Basta ver os processos judiciais arquivados, as fraudes que se descobrem e se esquecem mais depressa que os discursos do primeiro-ministro, os esquemas "manhosos" para enganar o sistema que está cheio de buracos burocráticos. Enfim, um mimo de país. Tal como os fungos procuram um meio ambiente propício para se propagarem o Corrupto tem em Portugal o lugar ideal para crescer em segurança e "sem medes". Basta ver o caso "Apito Dourado", que mais parece o nome de um prémio entregue numa qualquer cerimónia onde são reconhecidos os árbitros e dirigentes mais corruptos, o caso das reformas milionárias da CGD que além de assegurarem a sobrevivência de quem já muito tem ainda premeia a generalizada falta de bom senso Nacional, as negociatas que se fazem diariamente nas nossas forças militares e de segurança onde os "esquemas" são uma forma aceite de aumentar os rendimentos. O despesismo mascarado de necessidade imediata que é descoberto todos os dias pelos meios de comunicação e que cai em esquecimento assim que a novela começa. Ora digam lá... não acham que escolhi bem a minha futura profissão?

30.10.06

Olhó cegueta!

Para o curto de vista, o distraído ou o "mãos grandes" aqui está a solução que faltava!